Putz, na boa, veí, cara, mi erra, deixa isso queto

Eu falo gíria, confesso. E quanto mais nervosa, INDIGNADA eu esteja, mais elas aparecem. Geralmente, aparecem na mesma frases ou repetidas em frases subsequentes.

É uma série de putz, veí, na boa, mi erra, fala sério, indeterminadas vezes. Confesso que tenho medo de ficar igual àquelas tias velhas que se acham super in e soltam para as sobrinhas : aquele moço é um pão, é uma brasa mora. A minha indignação, manifestada por gírias, aparece geralmente ligada à pessoas: gente que é mal educada, que empurra os outros no onibus, que desrespeita qualquer conhecimento que não seja o seu prórprio, gente que não é nada humilde e porque tem qualquer coisa se acha melhor do que todo mundo.

Fala sério, é muita cara de pau se achar maior do que geral só porque ganha um pouquinho. Veí, eu não consigo acreditar que a pessoa tem a capacidade de fingir que dorme enquanto a grávia está de pé. Na boa, é surreal o elemento sair falando mal da vida alheia sendo que sua vida é uma bagunça. Putz, fico p da vida quando me cortam. Tô falando a parada e o sujeito não deixa terminar a frase.

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Conflitos, algumas coisas não passam.

Sabe? Quando eu era criança pequena lá no interior das Minas Gerais, pensava que quando eu fosse grande (adulta, porque grande jamais serei)  acabariam os conflitos com as amigas, pessoas da família e colegas de colégio. Eu pensava assim: gente grande não liga para isso, falam o que pensam, não tem conversinha e logo fazem as pazes. Doce ilusão, querida Lívia, doce ilusão. É fato que os conflitos mudam de proporção, você consegue seguir sua vida no meio deles e sofre menos. Contudo, eles continuam acontecendo, até com mais frequência.

Na vida adulta os conflitos entre amigos e colegas de trabalho são maquiados por sorrisos amarelos e rancores guardados. Pula-se aquela parte do: estamos de bem de novo? Vamô bora brincar? E vai se direto a um contato frio, encoberto por mágoas e pensamentos como: não esqueço o que você fez comigo! A sua hora vai chegar!!

Confesso que sempre preferi jogar limpo, chamar o coleguinha para conversar. Mas, na vida adulta isso também é mais complexo porque você pode ser interpretado como maluco ou pode ouvir simplesmente: O que aconteceu? Não percebi nada.

Mesmo nesse contexto quero colocar em prática o texto que o apóstolo Pedro, conhecido por sua intempestividade, nos ensina em Cristo: “… tendo em vista o amor fraternal, não fingido, amai-vos de coração, uns aos outros ardentemente.”

I Pedro 2:22

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Aprendendo a lidar com a TPM

Já vi mais 10 reportagens que falam de mais de 100 sintomas que afligem as mulheres no mundo todo relacionados a TPM. De todos os apresentados, conheço alguns bem de perto,  mas o que mais me incomoda deles todos é  o descontrole emocional, a loucura, a insanidade que te possui.

Como diria uma amiga minha existem dois tipos de louca da TPM: a suicida e a homicida. A suicida sofre, coloca toda a culpa pelos sofrimentos do mundo sobre seus ombros: é sua culpa que as pessoas não estão motivadas no trabalho, é sua culpa que não recebe flores do namorado, é sua culpa não ter tempo para organizar a casa, não ter controle sobre o inchaço do próprio corpo, seu cabelo descontrolado, sua amiga esquizofrênica, o trânsito da cidade… E com todo esse peso ela quer sumir e chorar.

Já  a homicida quer bater, esganar qualquer ser, humano ou não, que atravesse a sua frente. Qualquer objeção, contradição ou porém é motivo para  abrir uma discussão sem precedentes. Uma pessoa que te empurra no metro (coisa corriqueira conforme último post), alguém que esbarra com você no centro do Rio já é motivo para reclamações sem fim.

A recomendação geral para as que tem tais sintomas é tentar relativizar e para os que não é fugir.

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Metrô Rio – até a indignação já acabou

ImagemNesse assunto eu ja passei da indignação faz é tempo. Já estou no nível de me sentir humilhada, ultrajada. O próximo passo é sentar e chorar na plataforma ao ver o trem lotado. Ja passei pela fase de negação: – Ah, não e tão cheio assim. Pela fase tentativa: tenta sair mais cedo, não ir perto das horas cheias tipo 5, 6, 7. Percorri tbm a fase de denunciar: mandar carta para jornal o globo, reclamar, comentar no facebook. Visitei tbm a fase do “vai melhorar”: novos trens estão chegando, pra copa vai melhor. E anteriormente a esta fase que estou, tentei  controlar os palavrões que me viam à cabeça, que não vou citar porque deles me envergonho e em respeito à audiência.

Os sintomas da fase da humilhação começam já no final da tarde quando você pensa: Ai, vou ter que pegar aquele metrô lotado. Você coloca todas as coisas na bolsa para não correr o risco de ter o seu livro rasgado ou a sua sacola presa entre 7 pessoas que ocupam o mesmo metro quadrado. Ao chegar à estação, você  vê aquela multidão e já pensa:  vamos lá, vai ser rápido, um sofrimento de curta duração. Nem sempre a duração é tão curta.

Ao ver o trem lotado você pensa:  É, vou ter que entrar nesse lugar e desafiar a lei da física (dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço).  Ao ser empurrada, cotovelada, amassada,  você pensa: Eu estou pagando 3,10  para passar por isso. Você não tem nem mais força para comentar com os demais passageiros, coladinhos a você, sobre o descaso, a lotação, o calor ou qualquer coisa. Você apenas suspira e espera o anúncio da sua estação para enfim, desembarcar.

Ao descer sempre ouço o slogan e faço uma paródia: Metrô Rio, a vida é o caos aqui.

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Para bom entendedor um pingo é pingo.

 

 

A máxima popular de que um pingo é letra sempre me confundiu porque o pingo pode ser do i, mas também pode ser do jota, porque sim, o jota tem um pingo. Na comunicação do dia a dia não dá para presumir que o outro me entendeu,  sem que eu tenha deixado claro o que pretendia dizer. Deixar dito nas entrelinhas, não completar raciocínios podem deixar tantos mal entendidos. Quantas vezes já passei por situações em que disse: Mas,como, eu fui tão clara? Não era isso que eu queria dizer. Ele entendeu errado, não era nada disso. Todo o esforço para se fazer entender é necessário porque a comunicação não é o que eu falo, mas sim o que o outro entende. O que se passa na minha cabeça  não é o que passa na cabeça da minha amiga, da minha mãe, do meu marido. E fazer essa transposição de significados é uma arte. Como diria um professor meu: comunicação é construir pontes e essas pontes não podem ter lacunas, espaços vazios,vigas rachadas sob o perigo de não se chegar do outro lado.

 

 

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“Eu trupico nu que eu falo”

Eu queria tanto ser dessas pessoas serenas que ponderam todos os seu sentimentos, fazem as análises do contexto e só então, falam o que pensam. Mas de fato, eu não assim. Eu trupico no que eu falo, traduzindo do mineirês, eu me embolo e quando vi já falei. E mesmo quando eu planejo sai pela culatra.

De tanto tentar ser mais ponderada, as pessoas até acreditam que eu sou. Já ouvi várias vezes: você é tão tranquila, tão equilabrada. Como diria um amigo meu: “  Vocês não sabem a guerra que se passa na minha cabeça, tem sempre um bonequinho falando, vai lá, esclarece tudo, coloca os pingos no  i’s, mostra que você é” . E quando eu dou ouvido a esse bichinho da minha cabeça  a discórdia e o desentimento acontecem. Aí vem o irmão desse bichicho e diz:  porque não ficou calada, em boca fechada não entra mosca, tá querendo se mostrar é???

É verdade que a vida adulta vai te dando uns cabrestos e você via aprendendo a como se comportar nas situações, mas as vezes eu queria livros com os títulos: “Como não falar o que você não deve?” ” Como guardar segredo?” “Como não se meter na vida dos outros” “Como puxar assunto e não ser desagradável.”

Se bem que se eu visse esses titúlos na livraria não iria comprar porque não gosto dos “How to”.

Esse é só um desabafo…

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Hábitos Cariocas

Depois de 5  anos nos no  Rio de Janeiro, comecei a identificar alguns hábitos cariocas em meu comportamento. Não diria que já sou um pouco carioca,  mas  já identifico alguns comportamentos, principalmente os que são ligados ao verão e à praia. Cá estão alguns:

- Estar no escritório, ver o sol lá fora e pensar: tá todo mundo na praia curtindo maior sol e eu aqui nesse ar condicionado, trancada até às 6:00 da tarde;

- Ficar desde quarta-feira olhando o site do climatempo para ver se vai ter sol no sábado para ir curtir um pouco do dia;

- Ficar chateada ao descobrir que no final de semana o tempo via ficar fechado;

- Pensar: teve sol a semana toda, hoje que eu posso curtir uma praia tá essa chuva;

- Levar o jornal para a praia, comprar biscoito globo e tomar um Matte

E por último e mais engraçado de todos, acordar no sábado abrir a janela, descobrir que a previsão errou, que tá fazendo maior sol,  sair correndo colocando toalha, canga, protetor na bolsa para chegar logo na praia.

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Mulheres que queimam sutiã

Conversa com uma amiga sobre uma terceira pessoa:

” Ai amiga, ela é tão passada, parece que não sabe que a mulher queimou o sutiã em praça pública.

Ah, não sabe mesmo e se ficasse sabendo ia dizer: Gente, porque? A renda era tão linda…”

Obviamente ri muito da sagacidade desse comentário.

Mas, isso me levou a pensar que nós “mulheres independentes”, (olha eu me incluindo nessa) não conseguimos lidar com mulheres que mesmo na nossa geração tem um comportamento localizado na década de 30. De 40 não porque minha vó já era dona de casa nessa epóca e tinha um comportamento bem libertário.

Não acho que ser mulher moderna é não cozinhar, sustentar a casa sozinha, não dar satisfação para ninguém, sair sem rumo no mundo. Muito, antes, contudo, pelo contrário.

Mas, tenho alguma resistência a mulheres que não valorizam conquistas femininas, não ocupam espaços no mercado de trabalho, não brigam pelos seus direitos ou que se acomodam na cadeira de vítima, que é tão confortável. Mulheres que muitas vezes ficam escravas dos modelos que elas mesmas montaram para si como fruto da experiência familiares ou de personalidades fortes com as quais convivem.

queimando o sutiã

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Escola de Barracos

Gente, vou publicar novamente esse texto porque a sensação é sempre repetida.
Escola de Barracos….
Espera um pouco, não estou falando dos barracos tipo cabanas ou casas mal feitas, de material duvidoso. Refiro-me a rodar a baiana, a dar “piti”
Nessa escola é a lição número 1 é: Como pressionar os prestadores de serviço a cumprir exatamente o que estão designados para fazer, o que você pagou.
Eu era uma consumidora calminha nos bancos, no supermercado, com atendentes de TELEMARKETING e sempre acabava sendo enganada e tinha que repetir procedimentos, ligar entre 9:00 e 17:00(detalhe, eu trabalho nesse horário), voltar para falar com gerente.
Mas aí, eu descobri o poder do barraco. Mas não é qualquer barraco, assim sem fundamento.
Um bom barraco deve ter provas, protocolos de atendimento, ligações gravadas, palavra do gerente e ameaça, muito ameaça. Ameaças do tipo: vou tirar meu dinheiro desse banco e vou para o (principal concorrente), vou ligar na ouvidoria do Banco Central, sou jornalista e amanhã tá tudo no jornal, tenho amigos advogados, vou para o “pequenas causas” e etc.. Mas, afirmo novamente, ameaça sem protocolo ou outras provas não adianta nada.
E não precisa gritar, alterar a voz ou fazer gestos fortes. Só precisa fechar a cara, deixar a voz levemente mais grossa e demostrar muita certeza.
Também não precisa brigar com atendente, lembre-se: Seu objetivo é conseguir o que te foi prometido, cobrar uma resposta da organização e não demitir a pessoa que te atende.
Tenho que confessar, não é na totalidade das vezes que dá certo, mas com o tempo você vai se aprimorando nessa técnica e quando menos esperar já será um sênior.

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Atrasos

Juro que já tentei me adaptar a cultura do atraso, mas confesso que não consigo.
Vez ou outra me pego ligando para as pessoas dizendo: – E aí , tudo bem? Você está chegando? Estamos te esperando. Aí fico com a cara vermelha e a fama da Ditadora do Horário Certo.
Não é que eu nunca me atrase, mas eu ligo, anuncio, mando mensagem, sinal de fumaça ou qualquer coisa. Pior é quando as pessoas atrasam em encontros informais, reuniões de trabalho e etc e chegam com um sorriso amarelo ou não dizem simplesmente nada.
E a pior cena é quando você chega numa festa de aniversário  e fica 1 hora esperando chegar o segundo convidado. Detalhe, você já chegou 20 minutos depois do horário que estava no convite.
E as cenas de atraso no ambiente de trabalho, você fica pensando nos mil emails que tem para ler, nos documentos para organizar, nas atas, nos relatórios, nos telefonemas. Mas não, você está ali esperando os Fléxiveis do horário.
Diversas vezes já falei: Ah, esquece isso Lívia, larga mão de ser chata, mas não consigo. Pensando nisso tudo, uma velha frase que meu avó dizia quando iámos a rodoviária pegar o o onibus para Brasília me vem a mente: ” É nós que espera o carro e não o carro que espera nós”. Acho que tá gravado no meu HD Cultural e não dá para apagar não.

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