Eu falo gíria, confesso. E quanto mais nervosa, INDIGNADA eu esteja, mais elas aparecem. Geralmente, aparecem na mesma frases ou repetidas em frases subsequentes.
É uma série de putz, veí, na boa, mi erra, fala sério, indeterminadas vezes. Confesso que tenho medo de ficar igual àquelas tias velhas que se acham super in e soltam para as sobrinhas : aquele moço é um pão, é uma brasa mora. A minha indignação, manifestada por gírias, aparece geralmente ligada à pessoas: gente que é mal educada, que empurra os outros no onibus, que desrespeita qualquer conhecimento que não seja o seu prórprio, gente que não é nada humilde e porque tem qualquer coisa se acha melhor do que todo mundo.
Fala sério, é muita cara de pau se achar maior do que geral só porque ganha um pouquinho. Veí, eu não consigo acreditar que a pessoa tem a capacidade de fingir que dorme enquanto a grávia está de pé. Na boa, é surreal o elemento sair falando mal da vida alheia sendo que sua vida é uma bagunça. Putz, fico p da vida quando me cortam. Tô falando a parada e o sujeito não deixa terminar a frase.


Nesse assunto eu ja passei da indignação faz é tempo. Já estou no nível de me sentir humilhada, ultrajada. O próximo passo é sentar e chorar na plataforma ao ver o trem lotado. Ja passei pela fase de negação: – Ah, não e tão cheio assim. Pela fase tentativa: tenta sair mais cedo, não ir perto das horas cheias tipo 5, 6, 7. Percorri tbm a fase de denunciar: mandar carta para jornal o globo, reclamar, comentar no facebook. Visitei tbm a fase do “vai melhorar”: novos trens estão chegando, pra copa vai melhor. E anteriormente a esta fase que estou, tentei controlar os palavrões que me viam à cabeça, que não vou citar porque deles me envergonho e em respeito à audiência.
Depois de 5 anos nos no Rio de Janeiro, comecei a identificar alguns hábitos cariocas em meu comportamento. Não diria que já sou um pouco carioca, mas já identifico alguns comportamentos, principalmente os que são ligados ao verão e à praia. Cá estão alguns: